sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Software livre: Liberdade Engajada

Software livre: Liberdade engajada
Não sou das pessoas mais computadorizadas, apesar de ter nascido em uma época em que o computador já coexistia com as pipas que fazia de taletas e papel de seda. Todavia, tanto minha trajetória escolar, como meu trabalho como educador, me levaram a entrar em contato com essa ferramenta física, que comporta em sí um universo intangente e subjetivo tão vasto, que guarda em cada tecla a possibilidade de viagens por terras jamais exploras. 
Como cresci em uma família de classe média, não sofri com a exclusão digital que grande parcela da população mundial sofre ainda nos dias de hoje. Há um tempo, quando em meu trabalho me deparei com o Linux, e ouvi a defesa do sistema operacional feita por um amigo, me veio à tona uma reflexão que fez muito sentido, no que diz respeito às aspirações que cultivo como educador. Desde então me identifiquei com os softwares livres, como algo que busca outra forma de relação com a humanidade.
Todavia, como já disse antes, ainda engatinho nos domínios computadorizados e esse pequeno lampejo que me acometeu, adormeceu no país de meus ideais e como uma bela adormecida, foi acordada hoje pela minha professora de Tecnologia aplicada à educação.
Hoje, ao entrar em minha turma vi escrito 4 vezes no quadro uma palavra que mexe tanto com minha atenção e meus desejos, liberdade.
Ela falava com certo brilho nos olhos, das liberdades que esse movimento anárquico caórdigo, proporciona à nossa sociedade.
Liberdade de executar
Liberdade de estudar o programa e saber como funciona
Liberdade de redistribuir
Liberdade de aperfeiçoar
Senti que nós cidadãos(ãs), educadores(as) e lideres temos muito o que aprender com esse movimento, pois como seria bom que em todas as facetas da experiência humana, pudéssemos viver a liberdade de experimentar (executar), conhecer a fundo (estudar como funciona), compartilhar com nossos conviveres (redistribuir) e resignificar a experiência contribuindo com nossa individualidade (aperfeiçoar).
Talvez se elevássemos esses princípios para os que regem nossas relações globais, romperíamos com esse sistema viciado de monopólio econômico, do conhecimento e da técnica, que impulsiona fortemente as desigualdades sociais.
No que diz respeito ao processo educativos, para além da ferramenta pedagógica, os softwares livres carregam em sí a partilha do brinquedo,  a possibilidade da invenção, da recriação, uma experiencia ética.
                Software livre não é apenas um tipo de programa, mas uma postura rumo à solidariedade, autonomia e co-responsabilidade.

domingo, 16 de outubro de 2011

Resumo do texto Autodidaxia: novos modos de aprender de Sammya Tajra

                 Neste capítulo do texto “Conceitos e Reflexões Sobre Tecnologia Educacional” Sammya Tajra discorre brevemente sobre as muitas facetas envolvidas na temática tecnologia e educação.
                Para dar início a reflexão encontramos na epígrafe do texto, um artigo da Convenção da Onu sobre os direitos da criança e do adolescente, no qual, são ressaltados a liberdade de expressão e ao acesso a informação. Ao ler o texto podemos perceber como que este direito está envolto em uma gama de ações, posturas, reflexões e processos que perpassam por esferas culturais, políticas, sociológicas, psicológicas e pedagógicas.
                Para levarmos a tal percepção, inicialmente a autora discorre sobre a forma com que a juventude se expressa e percebe o universo midiático, levando em consideração os elementos presentes, evidentes ou ocultos, nas mensagens e modos operantes das tecnologias modernas. Reflete como que as tecnologias estão influenciando na forma com que a sociedade vê e se comunica com o universo em constante “down e upload”.
                Como o foco é a educação duas questões alavancam a seqüência do texto:
  • ·         Como poderá a escola contribuir para que todas as nossas crianças se tornem utilizadoras (usuárias) criativas e criticas destas novas ferramentas e não meras consumidoras compulsivas de representações novas de velhos clichês?
  • ·         Como pode a escola pública assegurar a inclusão de todos na sociedade do conhecimento e não contribuir para a exclusão de futuros “ciberanalfabetos”?

Sem buscar responder a essas questões, mas trazendo elementos que a problematizam ainda mais, Sammya coloca em xeque a postura das escolas e do sistema de educação, no que diz respeito ao acesso e ao preparo dos educandos para essa realidade tecnológica, visando à formação de um sujeito crítico e autonomo, que possa transitar por esse vasto universo de informação e comunicação de forma consciente.
                Para tal, não só a escola deve dispor de acesso as tecnologias, bem como os educadores devem utilizar deste meio, para propor experiências que levem seus educandos a pensarem sobre o tema e a aumentarem seu repertório de utilização.
                Pablo Martins Carneiro